sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sobre o estatuto do idoso...

Após sete anos tramitando no Congresso, o Estatuto do Idoso, foi aprovado em Setembro de 2003 e sancionado pelo presidente da republica no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãoscom idade acima de 60 anos. Mais abrangente que a Politica Nacional do Idoso, lei de 1994 que dava garantias à terceira idade, o estatuto institui penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade.

Saiba mais:
  • O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Unico de Saude (SUS);
  • A distribuição de remedios aos idosos, principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc...), deve ser gratuita, assim como a de protese e orteses;
  • Os planos de saude não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério da idade;
  • O idoso internado ou em observação tem direito a acompanhante;
  • Os idosos de 65 anos tem direito ao transporte coletivo publico gratuito;
  • É obrigatoria a reserva de 10% dos assentos para os idosos;
  • O estatuto garante a reserva de duas vagas gratuitas nos transportes coletivos interestaduais;
  • Nenhum idoso poderá ser objeto de negligencia, discriminação, violencia, crueldade ou opressão;
  • Todo idoso tem direto a 50% de desconto em atividades culturais, esportivas e de lazer;
  • É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contrataçã ode empregados;
  • O primeiro criterio de desempate em concrso publico é o de idade;
  • É obrigatoria a reserva de 3% das unidades residenciais para os idosos nos programas habitacionais públicos ou subsidiados por recursos publicos;

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

“O Grito é um movimento, movimento popular, diga não a essa política que quer nos comprar ...”
Era o que se ouvia durante a caminhada do 16ª Grito dos Excluídos do Brasil e do 1º Grito dos Excluídos de Caucaia, que aconteceu na ultima terça-feira (07/09), tendo como tema “ onde estão nossos direitos? “ e lema “o povo na rua para forma um conselho popular” ,Grupos, Ong’s, Igrejas, associações foram as ruas lutar e gritar por melhores condições de vida. O Grito de ordem, acima citado, foi criado pelos jovens integrantes do JASC –Jovens a Serviços de Cristo que após constatar que alguns dos manifestantes estava utilizando o movimento para fazer campanha eleitoral protestaram com o Grito e que apesar de em número reduzido se fizeram ouvir, e de forma criativa com cartazes, faixas, bandeiras e apitos, chamou a atenção de todos os que assistiam o movimento.
Obrigado a todos os integrantes do JASC que se fizeram presente neste movimento que com certeza ficou na historia de Caucaia.
Valdilan Aguiar
coordenador do JASC

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O termo vocação vem do latim, vocare, que quer dizer “chamado”. Assim, vocação é um chamado íntimo de amor. Amor e prazer por um fazer que dá alegria e satisfação. Quem atende a esse chamado íntimo certamente desempenhará suas atividades vocacionais com bom ânimo e disposição, não apenas pela remuneração, mas pelo prazer de fazer o que gosta. Ouvir esse chamamento seria o ideal para qualquer ser humano que desejasse ser útil à sociedade na qual vive. A excelência do seu trabalho por certo lhe traria, como conseqüência, uma recompensa financeira satisfatória. No entanto, a realidade é bem diferente. Os filhos crescem ouvindo os pais dizer: “alegria não enchebarriga”, “vocação nem sempre dá status”, então o jovem precisa optar pela“barriga cheia”, nem que isso lhe custe a alegria de viver e a utilidade. Aí ele escolhe uma profissão que lhe traga vantagens financeiras e status em vez de ouvir o chamamento íntimo da sua vocação. Na vocação, a pessoa encontra a felicidade na própria ação. Na profissão, o prazer se encontra não na ação mas no ganho que dela deriva. O profissional, somente profissional, executa seu “fazer” não por amor a ele, mas por amor a algo fora dele: o salário, o ganho, o lucro, a vantagem. Já o homem movido pela vocação é um apaixonado pelo seu “fazer”, e faz até de graça, apenas por satisfação. Essa diferença é fácil de constatar entre um político por vocação eum político por profissão.A vocação política é uma paixão por um jardim, já que “política” vem de polis, que quer dizer cidade. A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade. Dessa forma, um político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo. O político é, entes de tudo, um jardineiro. O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que para isso aumentem, ao seu redor, o deserto e o sofrimento. Essa grande diferença entre vocação e profissão pode se estender a todos os outros ramos de atividades. Os médicos por vocação, por exemplo, exercem suas atividades com amor e prazer. Sem precisar de juramentos, se dedicam a salvar vidas por amor à causa que abraçam, de coração. Existem também os profissionais da medicina. Mesmo sob juramento eles só atendem depois de saber quem vai pagar a conta. Talvez esses sejam os que resolveram seguir o conselho dos mais velhos, quando estes diziam que alegria não enche barriga. Poderíamos citar vários exemplos das diferenças entre profissão e vocação, mas isso não vem ao caso. O que desejamos ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Isso não quer dizer que não se deva receber para exercer sua vocação. O que dizemos é que o dinheiro deixa de ser o principal objetivo para ser uma conseqüência natural de uma atividade prazerosa. Pense nisso! Quando se trabalha só pela recompensa exterior, a atividade se torna um fardo pesado demais. Quando se gosta do que se faz o desgaste é menor ou quase nulo. Como disse o velho e bom Aristóteles, “o prazer aperfeiçoa a atividade”. Quando se trabalha com prazer, o trabalho pode trazer ótimos resultados ao longo de uma existência. Por essa razão, sempre vale a pena ouvir esse apelo íntimo chamado vocação. Pense nisso!